quando o amor nos bate ao coração,
nunca sabemos o que esperar dele. nunca.
podemos surpreendermo-nos, e podemo-nos desiludir.
há cinquenta por cento de hipóteses para os dois caminhos.
o que no inicío não sabemos, é que os caminhos estão ligados, e que, por vezes, juntam-se. e,
em alguns casos, começamos num e acabamos noutro.
tudo isto por causa de decisões que pensamos ser correctas e são erradas,
e mesmo quando sabemos que é um erro, tomamos essas escolhas como certas.
mas isto não é o mais importante. o mais importante é valorizar,
independentemente das escolhas que tomámos ao longo da caminhada
que uma relação executa todos os dias.
o mais importante é a primeira escolha,
aquela que queremos.
o mais importante são os gestos, os primeiros gestos de amor.
o mais importante é quando se constrói um mundo onde só duas pessoas entram e o podem preencher; onde criam a sua própria eternidade,
mesmo sabendo que ela pode não ser eterna,
e que o futuro lhes pode reservar um fim inesperado ou não.
é importante declarar tudo ao inicio, e viver tudo de uma só vez,
criar a paixão e o desejo, e alimentá-los ao longo do tempo.
fazer com que o início seja todos os dias das nossas vidas,
e que todos os dias carreguemos num botão (ainda que esse botão não exista na realidade) que nos faz recomeçar e criar tudo de novo.
caso contrário, o amor passa a ser apenas resto de uma paixão que foi vivida e descartada.
vive-se numa monotonia, num aborrecimento e numa rotina.
alguém quer viver assim? a estabilidade é boa, mas quando é elevada a um patamar e a um nível superior constantemente, é ainda melhor.
portanto, quando o amor nos bate ao coração, é importante abrir o músculo e deixá-lo entrar.
dizer sê bem-vindo, cuidar dele, alimentá-lo como se fosse um recém-nascido, fazê-lo sonhar e dizer, para si mesmo amo-te, meu amor, diariamente. foi o que eu fiz quando me bateste ao coração.
deixei-te entrar, abri todas as portas para ti, e deixei-te ficar em mim. alimentei-te e soube cuidar de ti. guardei-te na minha alma, na minha mente e nas minhas recordações. fiz de ti o meu pilar, e o meu herói.
fiz de ti o meu amor, e o meu miúdo. foste e és a melhor coisa, o melhor acontecimento que podia ter na minha vida. e não, não estou pronta para abrir a porta que diz saída e deixar-te partir. não quero, não consigo e não posso. quero que fiques em mim mais um pouco, depois mais e mais. até já não haver réstia de amor, e a mágoa me consumir. até o meu coração dizer é o melhor, deixa-o ir. enquanto o meu pequeno, frágil e emocionalmente enorme coração te quiser, eu também quero. enquanto for o meu coração a comandar a minha vida, eu vou ficar contigo. vou deixar que permaneças aqui, e vou sempre fazer com que não te queiras ir embora. nós podemos não ter um amor perfeito, podemos não ser pessoas perfeitas, podemos ser apenas um miúdo e uma miúda, mas também ninguém passa disso. e quando me beijas há uma força enorme, quase como um íman que me atrai a ti;
não te consigo resistir, não consigo...

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